HISTÓRIA MUITO LOUCA
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
PARA QUEM NASCEU DA DÉCADA DE 90 PRA CÁ - COMEÇO DE SÉCULO, O "PROLETÁRIO" CHEGA AO PODER.
Não posso deixar de, pelo menos, discutir o proletariado do eleito em 2002, Luis Inácio - o Lula. Não se pode negar sua origem oprimida como retirante nordestino, sua ligação proletária e esquerdista, como metalúrgico e dirigente sindical, mas é como político que Lula nos dá margem para esse questionamento. O PT, partido que ajudou fundar nos anos 80, surge numa inflamação do poder dos sindicatos e muito confundido em suas metas de conquistas de direitos trabalhistas e combate as elites econômicas com a luta contra a falta de liberdade exercida pela ditadura, o que não é inverdade por absoluto, mas que não mostra os interesses do partido em sua totalidade durante seu nascimento. De qualquer forma a abertura foi um fomentador muito grande para seu sucesso. Essa esquerda radical de um projeto de um Lula embravecido com barba de Fidel Castro encantava milhões no slogan "Lula, lá! Brilha uma estrela!", mas notoriamente desagradava a elite econômica, não só brasileira, mas mundial. Esse projeto foi vencido pela elite por três eleições - uma para Fernando Collor e duas para Fernando Henrique Cardoso (acho que Lula não deva se meter mais com os "Fernandos" rsrs). E é aí que a imagem de Lula começa a mudar. Surge o "Lulinha, Paz e Amor", amigo de Roberto Marinho e em pleno entendimento com os empresários brasileiros. Aliás seu vice, nas duas vitoriosas campanhas, José Alencar, um deles. O PT sai do radicalismo de esquerda, para o centralismo de direita. Aí meus alunos de História já entendem que não existe uma relação em que os interesses de proletários e burgueses possam ser entendidos senão pelo conflito. E é nesse contexto que se desenrolará o governo do oriundo proletário esquerdista - atender os apelos da classe trabalhadora ou saciar a sede da elite que o elegeu?
PARA QUEM NASCEU DA DÉCADA DE 90 PRA CÁ - A BUSCA PELA ESTABILIDADE
Impedido o então presidente Fernando Collor, assume o seu vice Itamar Franco que entregou a difícil missão de conquista da estabilidade econômica ao sociólogo Fernando Henrique Cardoso. A criação de uma nova moeda pela transição de uma URV (unidade real de valor) perecia mais psicológica diante de todas as outras medidas que visavam o controle da inflação, fortalecimento da moeda e da economia além de estabilidade também nas contas do governo. As políticas de privatização, imperativo das elites mundiais, desde o Consenso de Washington (1989), ajudaram o governo a equilibrar suas contas, pois ao mesmo tempo que colocava dinheiro no caixa criando reservas pelas vendas das estatais, deixava de ter custos com estas empresas e, através da precarização de serviços, como saúde, educação e comunicações, acabava "dando" a concessão desses serviços à iniciativa privada, numa explícita política de diminuição do Estado. De modo geral podemos dizer que o governo teve êxito em seu projeto. Paulatinamente, a inflação foi sendo controlada e as reserva de dólares permitiam a estabilidade da moeda que gerava confiança econômica e mais estabilidade. Isso também camuflava problemas crônicos do Estado brasileiro, com a dívida pública, a corrupção e a má administração da máquina estatal. O frango é transformado em símbolo desta época, já durante os mandatos de FHC, pois o brasileiro havia voltado a comer carne (de frango é claro!) Mesmo assim para a sensibilidade empírica do cidadão brasileiro, as coisas estavam melhor.
PARA QUEM NASCEU DA DÉCADA DE 90 PRA CÁ - A CRISE DO FINAL DOS ANOS 80
No final da década de 80 do século passado (é claro rsrs) tivemos uma grave crise econômica com uma inflação próxima aos 100%. O que isso significa? Que depois de 15 dias de ter recebido o salário ele so podeia comprar a metade dos produtos. Isso levava a uma correria ao supermercado, pois em geral, o salário do trabalhador comum só dava para comer mesmo, diante do baixo poder de compra. Conseqüentemente, essa correria era um dos fatores que gerava mais inflação. O governo, por sua parte não conseguia cumprir suas obrigações fossem de dívidas (interna e externa) fosse de serviços, o que prejudicava ainda mais a economia. A abertura política consolidada na eleição indireta de um presidente civil e posteriormente, na eleição direta parecia contrastar com o momento difícil em que vivíamos. Tabelamento de preços, seguidos de desabastecimento. Pacotes econômicos intermitentes não conseguiam travar a dinâmica especulativa da ciranda econômica. Logo o regime democrático começa a mostrar suas deficiências e no primeiro mandato da eleição direta temos o presidente impedido. Alienado, o cidadão comum, pouco entendia a situação, mas a sentia em uma das partes mais sensíveis do corpo humano - o bolso.
PARA QUEM NASCEU DA DÉCADA DE 90 PRA CÁ
PARA QUEM NASCEU DA DÉCADA DE 90 PRA CÁ
Provavelmente, você não saiba o que é crise, inflação, recessão. Deve ter sido criado, em um momento em que o avanço tecnológico e a acessibilidade à tecnologia evoluíram e foram adicionados novos valores de formação e família, de forma a sempre conseguir o que queriam. Mas já estão notando as coisas mudarem... Por isso farei algumas postagens relatando o processo histórica que nos trouxe para o século XXI em situação bem diferente das que você conhece. Acompanhem!
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
SOCIEDADE
Sociedade
Sociologia
Sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas, como também é um sistema de posições e papéis.
A definição mais geral de sociedade pode ser resumida como um sistema de interações humanas culturalmente padronizadas. Assim, e sem contradição com a definição anterior, sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas, como também é um sistema de posições e papéis.
Uma sociedade é uma rede de relacionamentos sociais, podendo ser ainda um sistema institucional, por exemplo, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade artística etc. A origem da palavra sociedade vem do latim societas, que significa associação amistosa com outros.
O termo sociedade é comumente usado para o coletivo de cidadãos de um país, governados por instituições nacionais que aspiram ao bem-estar dessa coletividade. Todavia, a sociedade não é um mero conjunto de indivíduos vivendo juntos em um determinado lugar, é também a existência de uma organização social, de instituições e leis que regem a vida dos indivíduos e suas relações mútuas. Há também alguns pensadores cujo debate insiste em reforçar a oposição entre indivíduo e sociedade, reduzindo, com frequência, ao conflito entre o genético e o social ou cultural.
Durkheim, Marx e Weber conceituaram de maneiras diferentes a definição de sociedade. Cada um definiu a constituição da sociedade a partir do papel político, social ou econômico do indivíduo.
Para Émile Durkheim, o homem é coagido a seguir determinadas regras em cada sociedade, o qual chamou de fatos sociais, que são regras exteriores e anteriores ao indivíduo e que controlam sua ação perante aos outros membros da sociedade. Fato social é a coerção do indivíduo, constrangido a seguir normas sociais que lhe são impostas desde seu nascimento e que não tem poder para modificar.
Em outras palavras, a sociedade é que controla as ações individuais, o individuo aprende a seguir normas que lhe são exteriores (não foram criadas por ele), apesar de ser autônomo em suas escolhas; porém essas escolhas estão dentro dos limites que a sociedade impõe, pois caso o indivíduo ultrapasse as fronteiras impostas será punido socialmente.
Para Karl Marx, a sociedade sendo heterogênea, é constituída por classes sociais que se mantêm por meio de ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção, ou seja, as elites. Numa sociedade capitalista, o acúmulo de bens materiais é valorizado, enquanto que o bem-estar coletivo é secundário.
Numa sociedade dividida em classes, o trabalhador troca sua força de trabalho pelo salário, que é suficiente apenas para ele e sua família se manterem vivos, enquanto que o capitalista acumula capital (lucro), que é o símbolo maior de poder, de prestígio e status social.
A exploração do trabalhador se dá pela mais-valia, a produção é superior ao que recebe de salário, sendo o excedente da produção o lucro do capitalista, que é o proprietário dos meios de produção. Assim se concretiza a ideologia do capitalista: a dominação e a exploração do operário/trabalhador para obtenção do lucro.
Para Marx, falta ao trabalhador a consciência de classe para superar a ideologia dominante do capitalista e assim finalmente realizar a revolução, para se chegar ao socialismo.
Max Weber não tem uma teoria geral da sociedade concebida, sendo que está mais preocupado com o estudo das situações sociais concretas quanto à suas singularidades. Além da ação social, que é a expressão do comportamento externo do indivíduo, trabalha também o conceito de poder. A sociedade, para Weber, constitui um sistema de poder, que perpassa todos os níveis da sociedade, desde as relações de classe a governados e governantes, como nas relações cotidianas na família ou na empresa. O poder não decorre somente da riqueza e do prestígio, mas também de outras fontes, tais como: a tradição, o carisma ou o conhecimento técnico-racional.
O poder por meio da dominação tradicional se dá através do costume, quando já está naturalizada em uma cultura e, portanto, legitimada. Por exemplo, uma fonte de dominação tradicional é o poder dos pais sobre os filhos, do professor sobre o aluno etc.
O domínio do poder carismático ocorre quando um indivíduo submete os outros à sua vontade, por meio da admiração/fascinação e sem uso da violência. O líder carismático controla os demais pela sensação de proteção, que atrai as pessoas ao seu redor.
A ação racional com relação aos fins ocorre na burocracia, visando organizar as transações tanto comerciais como estatais, para que funcionem de forma eficiente. Por conta dessa organização, os indivíduos são submetidos às normas e diretrizes da empresa ou do Estado, para que o funcionamento dessas organizações seja eficiente e eficaz.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
TIPOS DE ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL
ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL -
A estratificação social indica a existência de diferenças, de desigualdades entre pessoas de uma determinada sociedade. Ela indica a existência de grupos de pessoas que ocupam posições diferentes.
São três os principais tipos de estratificação social:
Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas ricas, pobres e em situação intermediária;
Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos que não têm poder);
Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a profissão de advogado do que a profissão de pedreiro.
A estratificação social é a separação da sociedade em grupos de indivíduos que apresentam características parecidas, como por exemplo: negros, brancos, católicos, protestantes, homem, mulher, pobres, ricos, etc.
A estratificação é fruto das desigualdades sociais, ou seja, existe estratificação porque existem desigualdades.
Podemos perceber a desigualdade em diversas áreas:
Oportunidade de trabalho
Cultura / lazer
Acesso aos meios de informação
Acesso à educação
Gênero (homem/mulher)
Raça
Religião
Economia (rico/pobre)
A estratificação social esteve presente em todas as épocas: desde os primeiros grupos de indivíduos (homens das cavernas) até nossos tempos. Ela apenas mudou de forma, de intensidade, de causas. A Revolução Industrial e a transformação dos sistemas econômicos contribuíram para que as questões sobre a desigualdade social fossem melhor visualizadas, discutidas e percebidas, principalmente depois do advento do capitalismo, tornando-as mais evidentes. Umas das características fundamentais que distingue nossa sociedade das antigas é a possibilidade de mobilidade social. Diferentemente da sociedade medieval na qual quem nascesse servo, morreria servo, e na qual não era possível lutar por direitos e por uma oportunidade de mudar de classe. Na sociedade ocidental contemporânea, por exemplo, isto já é possível, e a mobilidade social se dá especialmente como consequência dos investimentos em educação, dos investimentos de formação e capacitação para o trabalho, que podem vir tanto do Estado quanto da própria iniciativa social. Em muitas ocasiões, a mobilidade social pode ser reivindicada por meio de movimentos sociais que, em sua maioria, reivindicam legitimidade diante da posição marginal de poder em que se encontram na sociedade.
ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL, MOBILIDADE SOCIAL E DESIGUALDADE SOCIAL
As desigualdades sociais são nitidamente perceptíveis no nosso cotidiano. Basta sairmos às ruas para notar, de um lado, uma grande massa de pessoas que, embora diferentes entre si, revelam certa semelhança e, de outro, uma minoria que se destaca claramente da grande massa. Essas diferenças aparecem, num primeiro plano,
vinculadas às coisas materiais, ou seja, à roupa que se usa, ao modo de se locomover a pé ou de carro-, etc. Mas existem outras desigualdades que não se expressam tão claramente: as que estão relacionadas com a religião, com os conhecimentos, profissões, com o sexo ou a raça.
ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL
l. As castas
O sistema de castas é uma das formas específicas de organização social em muitos lugares e tempos. No mundo antigo, temos uma série de exemplos da organização em castas (Grécia, China, etc.). Mas é na índia que, temos a expressão mais acabada desse sistema. Desde há muito, a Índia se organizou em um sistema de castas, em que a hierarquização se dá com base na hereditariedade e nas profissões. Esse sistema é muito rígido e fechado
Pode-se esquematizar a estratificação social indiana pela seguinte pirâmide social de casta:
• brâmanes, sacerdotes e mestres da erudição sacra. A eles compete preservar a ordem social sob a orientação divina.
• xátrias, guerreiros que formam a aristocracia militar; entre eles estão governantes de origem principesca, que têm a função de proteger a ordem social e o sagrado saber.
• váixás, a terceira grande casta, são os comerciantes, os artesãos, os camponeses.
• sudras executam os trabalhos manuais e as ocupações servis de toda espécie e constituem a casta mais baixa; é seu dever servir pacificamente às três castas superiores.
• parías (abaixo da pirâmide social), grupo de miseráveis, sem direito a quaisquer privilégios, sem profissão definida e que só inspiram asco e repugnância às demais castas; vivem da piedade alheia; por serem considerados impuros, não podem banhar-se no rio Ganges (o que é permitido às outras castas), nem ler os Vedas, que são os livros Sagrados dos hindus. Os párias aceitam o seu lugar na sociedade e se conformam
com a imutabilidade de sua situação (por mais desprezível e inferior que seja) por acreditar na transmigração da alma, isto é, acreditam numa outra vida, em que poderão ocupar uma posição social melhor.
O sistema de castas caracteriza-se por relações muito estanques, e a posição dos indivíduos é definida pela herança, isto é, quem nasce numa casta não tem como sair dela e passar para outra. Não há mobilidade nesse
sistema. Assim, a hereditariedade (transmissão da situação), a endogamia (casamentos só no interior da casta), além da questão da alimentação (as pessoas só podem se alimentar junto com os membros da sua própria casta e com alimentos recomendados e preparados por ela mesma) e do fato de não poder haver contato físico entre membros das castas inferiores e superiores, são os elementos mais visíveis dessa relação.
Entretanto, há uma mudança. E isso acontece também no sistema de castas. Alguns costumes, os ritos e as crenças dos brâmanes, por exemplo, são adotados pelas castas inferiores.
Com a urbanização e a industrialização crescentes, e com a introdução de padrões comportamentais ocidentalizados, tem levado elementos oriundos de castas diferentes, os xátrias, os vaixás, a saírem da
índia para negociar, assim eles não são vistos como pertencente a uma casta determinada, mas, com um indivíduo em negócio ou um diplomata. O sistema de castas indiano sofreu algumas mudanças, e atualmente, em que a questão da riqueza não tem uma relação direta com a casta na qual se está inserido. Assim, um indivíduo de uma casta inferior pode ter muitas posses, mas esses bens não o introduzem numa casta superior nem lhe dão maior autoridade dentro do sistema de castas, embora confira poder econômico,
trazendo-lhe outra forma de distinção(fora).
No final do século XX, os grandes centros, principalmente Nova Délhi e Calcutá, a abolição desse sistema vem sendo processada gradativamente. Entretanto, ele ainda é rígido nas aldeias. Por influência da religião, o sistema de castas está arraigado no íntimo de cada hindu, sendo difícil desmontá-lo. Em teoria, o sistema de castas foi abolido oficialmente no país em 1947. Basta, porém, andar pela Índia para constatar que o decreto
de 1947 nada significa socialmente. A lei das castas sociais persiste. Os indianos das castas superiores não aceitam perder o privilégio, submetendo os parias aos empregos mais subalternos, como
limpadores de fossas e lavadores de cadáveres.
2. OS ESTAMENTOS OU ESTADOS
Estamentos ou estado é uma camada social semelhante à casta, porém mais aberta. Na sociedade estamental a mobilidade social vertical ascendente é difícil, mas não impossível como na sociedade de castas.
Na sociedade feudal os indivíduos só muito raramente conseguiam ascender socialmente. Essa ascensão era possível em alguns casos: quando a Igreja recrutava, em certas ocasiões, seus membros entre os mais pobres; quando os servos eram emancipados por seus senhores; caso o rei conferisse um título de nobreza a um homem do povo; ou, ainda, se a filha de um rico comerciante se casasse com um nobre, tornando-se, assim, também membro da aristocracia. Eram situações difíceis de acontecer; normalmente as pessoas permaneciam no
estamento em que haviam nascido. A pirâmide social do estamento durante o feudalismo
apresentava-se da seguinte maneira: (l. nobreza a alto clero, 2. comerciantes, adesões e baixo clero, 3. servos)
A possibilidade de mobilidade de um estamento para outro existia, mas era muito controlada, ainda que factível – alguns chegaram a conseguir títulos de nobreza, o que, no entanto, não significava obter o bem maior, que era a terra. Ela era à base de toda riqueza e poder na sociedade feudal, tornando os indivíduos livres e poderosos. A propriedade da terra definia o prestígio e poder dos indivíduos. Os que não a possuíam eram dependentes, econômica e politicamente, além de socialmente inferiores. O que explica, entretanto, a relação entre os estamentos é sempre uma relação de reciprocidade. No caso da sociedade feudal, existia sempre uma série de obrigações dos servos para com os senhores (trabalho) edestes para com os servos (proteção), ainda que
camponeses e servos estivessem sempre em situação de inferioridade. Sem nenhuma dúvida, a organização social baseada em estamentos também produz, como na sociedade de castas, uma situação de privilégio para alguns indivíduos. No caso da sociedade estamental, os privilégios estavam diretamente ligados à honra e a terra. Aqueles que dominavam (a nobreza e o clero) eram os que se situavam melhor no código de honrarias que vigorava naquela sociedade.
3. AS CLASSES SOCIAIS
As classes sociais expressam, no sentido mais preciso, a forma como as desigualdades se estruturam nas sociedades capitalistas. KarI Marx foi quem procurou colocar no centro de sua análise a questão das classes. Para ele, dependendo de cada situação histórica, pode-se encontrar muitas classes no interior dessas sociedades. Entretanto, pelo fato de serem capitalistas, isto é, de serem regidas por relações em que o capital e o trabalho assalariado são dominantes, em que a propriedade privada é o fundamento e o bem maior a ser preservado, pode-se afirmar que existem duas classes fundamentais a burguesia (que personifica o capital) e o proletariado (que personifica o trabalho assalariado). Essa desigualdade se explica porque são diferentes as relações que as pessoas mantêm com os elementos de produção (trabalho e meios de produção). O prestígio social está associado às relações entre as pessoas e os elementos da produção: os proprietários dos meios de produção sempre gozam de maior prestígio social do que os trabalhadores.
MOBILIDADE SOCIAL
Mobilidade social é a mudança de posição social de uma pessoa num determinado sistema de estratificação social.
Em maio de 1953, Lourenço Carvalho de Oliveira, nascido na pequena aldeia de Vigia, no norte de Portugal, desembarcou no porto de Santos, depois de onze dias de viagem na terceira classe do Vera Cruz. Em sua terra deixara a mulher e três filhos pequenos, vivendo graças à solidariedade de parentes e vizinhos. Foi morar de favor na casa de um primo e arrumou emprego como ajudante num bar. Economizou muito, mandou buscar a família e conseguiu, depois de anos de trabalho e privações, abriu uma pequena venda em sociedade com um amigo. O negócio foi crescendo: primeiro uma mercearia, depois um mercado, a seguir outro e mais outro. Agora, 35 anos depois de chegar ao Brasil, o sr. Lourenço é dono de uma grande rede de supermercados, tendo se tomado um dos mais influentes membros da Associação Comercial. Seus filhos têm
curso superior e um deles é professor na Universidade de São Paulo. Esse caso mostra que os indivíduos, numa sociedade capitalista, estratificada em classes sociais, podem não ocupar um mesmo status durante toda a vida. É possível que alguns deles, que integram a camada de baixa renda (classe C), passem a integrar a de renda média (classe B). Por outro lado, alguns indivíduos da camada de alta renda (classe A), por algum acontecimento, podem ver sua renda diminuída, passando a integrar a camada B ou C.
Tipos de mobilidade social
Vertical poder ser:
- ascendente(subida) - quando a pessoa melhora sua posição no sistema de estratificação social, passando a integrar um grupo em geral economicamente superior ao de seu grupo anterior;
- descentente(descida) - quando a pessoa piora sua posição no sistema de estratificação social, passando a integrar um grupo em geral economicamente inferior.
O filho de um operário que, pelo estudo, passa a fazer parte da classe média é um exemplo de ascensão social. A falência e o consequente empobrecimento de um comerciante, por outro lado, é um exemplo de queda social.
HORIZONTAL
Uma pessoa que muda de posição dentro do mesmo grupo social. Ex: Um jovem cientista(bolsista) que pretende ser um dentista(prestigio e mais rendimentos). A situação mostra uma pessoa que experimentou alguma mudança de posição social, mas que, apesar disso, permaneceu na mesma classe social.
FACILIDADES, OPORTUNIDADES E RESTRIÇÕES.
O fenômeno da mobilidade social varia de sociedade para sociedade. Em algumas sociedades ela ocorre de maneira mais fácil; em outras, quase inexiste no sentido vertical ascendente. Em geral é mais fácil ascender socialmente em São Paulo do que numa cidade do Nordeste. A mobilidade social ascendente também é mais comum na sociedade americana do que no Brasil. Esse tipo de mobilidade é mais intenso numa sociedade aberta, democrática - como os Estados Unidos -, do que numa sociedade aristocrática por tradição, como a Inglaterra. Entretanto, é bom esclarecer que, numa sociedade capitalista mais aberta, dividida em classes sociais, embora a mobilidade social vertical ascendente possa ocorrer mais facilmente do que em sociedades fechadas, ela não se dá de maneira igual para todos os indivíduos. A ascensão social depende muito da origem de classe de cada indivíduo. Alguém que nasce e vive numa camada social elevada tem mais oportunidade e condições de se manter nesse nível, ascender ainda mais e se sair melhor do que os originários das camadas inferiores. Isso pode ser facilmente verificado no caso dos pretendentes aos cursos universitários. Aqueles que desde o início de sua vida escolar frequentaram boas escolas e, além disso, estudaram em cursinhos preparatórios de boa qualidade têm mais possibilidade de aprovação no vestibular das universidades não pagas, federais e estaduais. É por isso que a maioria dos alunos das melhores universidades são originários da classe média e da classe alta. Alguém que nasce e vive numa camada social elevada tem mais oportunidade e condições de se manter nesse nível, ascender ainda mais e se sair melhor do que os originários das camadas inferiores.
FONTE: WIKIPÉDIA
PORTALIMPACTO.COM.BR
ATIVIDADE
01. (UFBA/2002) Leia o texto abaixo e indique a alternativa que você
considera correta:
DESIGUAIS NA VIDA E NA MORTE
Jurandir Freire Costa
A morte de Ayrton Senna comoveu o país. O desalento foi
geral. Independentemente do "big carnival" da mídia, todos perguntavam
o que Senna significava para milhões de brasileiros. Por que a perda
parecia tão grande? O que ia embora com ele?
Dias depois, uma mulher morreu atropelada na avenida das
Américas, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ficou esendinda na estrada
por duas horas. Como um "vira-lata", disse um jornalista horrorizado
com a cena! Nesse meio tempo, os carros passaram por cima do corpo,
esmagando-o de tal modo que a identificação só foi possível pelas
impressões digitais. Chamava-se Rosilene de Almeida, tinha 38 anos,
estava grávida e era empregada doméstica.
(...) pode-se dizer, de um lado, o sucesso, o dinheiro, a
excelência profissional, enfim tudo o que a maioria acha que deu certo e
deveria ser a cara do Brasil, do outro a desqualificação, o anonimato, a
pobreza e a promessa, na barriga, de mais uma vida severina.
O brasileiro quer ser visto como sócio do primeiro clube e não do
segundo. Senna era um sonho nacional, a imagem mesma da chamada classe
social "vencedora"; Rosilene era "o que só se é quando nada mais se pode
ser", e que, portanto, pode deixar de existir sem fazer falta. Luto e tristeza por
um; desprezo e indiferença por outro. Duas vidas brasileiras sem denominador
comum, exceto a desigualdade que as separa, na vida como na morte.
Folha S.Paulo, 1994, p.6-15.
A desigualdade apontada no texto acima é:
a) Decorrente das oportunidades que existem, onde uns conseguem
aproveitar e outros não.
b) Resultado das diferentes possibilidades de mobilidade social que
existem para os homens e as mulheres na nossa sociedade.
c) Resultado de relações sociais de exploração e da participação
desigual na apropriação da riqueza gerada pela sociedade.
d) Resultado da posição que as pessoas ocupam na hierarquização da
sociedade em função das atividades profissionais que possuem.
e) Resultado da maior capacidade intelectual e da aptidão pessoal de
alguns em relação a outros.
02. (UEL/2004) Em 1840, o francês Aléxis de Tocqueville, impressionado com o
que viu em viagem aos Estados Unidos, escreveu que nos EUA, "a qualquer
momento, um serviçal pode se tornar um senhor". Por sua vez, o escritor
brasileiro Luiz Fernando Veríssimo, autor de O analista de Bagé, disse, em 1999,
ao se referir à situação social no Brasil: "tem gente se agarrando a poste para não
cair na escala social e sequestrando elevador para subir na vida". As citações
anteriores se referem diretamente a qual fenômeno social?
a) Ao da estratificação, que diz respeito a uma forma de organização
que se estrutura por meio da divisão da sociedade em estratos ou
camadas sociais distintas, conforme algum tipo de critério estabelecido.
b) Ao de status social, que diz respeito a um conjunto de direitos e
deveres que marcam e diferenciam a posição de uma pessoa em suas
relações com as outras.
c) Ao dos papéis sociais, que se refere ao conjunto de comportamentos
que os grupos e a sociedade em geral esperam que os indivíduos
cumpram de acordo com o status que possuem.
d) Ao da mobilidade social, que se refere ao movimento, à mudança de
lugar de indivíduos ou grupos num determinado sistema de
estratificação.
e) Ao da massificação, que remete à homogeneização das condutas,
das reações, desejos e necessidades dos indivíduos, sujeitando-os às idéias e objetos veiculados pelos sistemas midiáticos.
03.Diferencie Estratificação Social de Mobilidade Social.
04. Quais os tipos de estratificação Social? Explique.
05. Desenhe a Pirâmide Social: das Classes Sociais, dos Estamentos e das Castas.
06. Relacione Estratificação com as Desigualdades Sociais.
07. “Umas das características fundamentais que distingue nossa sociedade das antigas é a possibilidade de mobilidade social.” Cite um exemplo para esta afirmativa.
08. Quais os tipos de Mobilidade Social?
09. “A mobilidade social ascendente também é mais comum na
sociedade americana do que no Brasil.” Explique .
Bons Estudos...
segunda-feira, 25 de maio de 2015
FILMES SOBRE A SEGUNDA GUERRA? UM BOMBARDEIO DE PRODUÇÕES!!!
Abaixo uma lista com filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Existe um material riquíssimo para que possamos entender diversos aspectos deste que foi o maior conflito bélico da História:
1. A Lista de Schindler
2. O Resgate do Soldado Ryan
3 Cartas de Iwo Jima
4. O Pianista
5. A Vida é Bela
6. Bastardos Inglórios
7. A Queda. As Últimas Horas de Hitler
8. A Ponte do Rio Kwai
9. Circulo de Fogo
10. Além Linha Vermelha
11. Pearl Harbor
12. A Menina que Roubava Livros
13. Império do Sol
14. Operação Valquíria
15. O Julgamento de Nuremberg
16. O Menino de Pijama Listrado
17. O Mais Longo dos Dias
18. O Capitão Corelli
19. Códigos de Guerra
20. Coração de Ferro
21. A Conquista da Honra
22. Prova de Fogo
23. A Guerra de Hart
24. O Dia D
25. Olga
26. Heróis de Guerra
27. Dias de Glória
28. Os Falsários
29. Guardiões do Céu
30. O Diário de Anne Frank
Destaque para os filmes de Clint Eastwood "Cartas de Iwo Jima" e "A Conquista da Honra" que retratam duas visões da guerra - a japonesa e a americana.
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